Conduzia em piloto automático, se me perguntassem onde estava teria de olhar em volta para poder responder; tinha sido um dia muito exaustivo, precisava de chegar a casa comer qualquer coisa, tomar um banho e deitar-me a relaxar.
Aquele trânsito no final do dia fazia com que o meu corpo estivesse ali, dentro do carro a conduzir em direcção a casa, mas meu pensamento encontrava-se ainda no meu local de trabalho, planificava o dia seguinte e lembrava-me de certas tarefas que não podia esquecer-me de realizar no dia seguinte.
Uma vez mais fiquei imobilizada na via, pelo trânsito, coloquei o carro em ponto morto, travei-o com o travão de mão para poder esticar um pouco as pernas; apoiei o braço na porta e pousei a cabeça sobre a mão, ainda concentrada nos pensamentos, assustei-me com o toque do telemóvel, atendi sem olhar para o visor.
- Olá Gata! Estás boa?
- Olá – disse sorrindo – sou boa, logo estou boa – terminei dando uma gargalhada.
- Sim isso já eu sei. E podes explicar-me porque estás tão pensativa?
- Eu pensativa?! Como sabes? – fiquei surpresa, como é que através da minha voz já tinhas percebido que estava a pensar.
- Sei que estás pensativa e o teu olhar diz tudo.
Sentei-me correctamente no banco e dei uma gargalhada.
- Sim, claro, o meu olhar diz tudo, tu até estás ao meu lado… – respondi-te brincando.
- Pois estou, tu é que não queres ver.
As tuas palavras deixaram-me em silêncio e a pensar no que querias tu dizer com aquilo, rapidamente percebeste por isso senti-te sorrir e disseste:
- Olha para o teu lado esquerdo. – Quando olhei para onde me tinhas indicado, vi-te sorrir para mim, esse teu sorriso que me encanta. – Sai na próxima rua à direita e pára. - Senti-te desligar o telemóvel. Todos os meus pensamentos tinham sido afastados por ti, sorria e desejava que o trânsito começasse a andar para poder seguir o que me tinhas dito.
Parei o carro, desliguei-o, abri a porta e sai, já estavas a estacionar atrás de mim e sorrias-me, - como o teu sorriso me conquistou, é lindo - fechei a porta e encostei-me à mesma para te esperar.
- Olá princesa! – Beijaste-me intensamente; como são poderosos todos os teus beijos, alteram de imediato o meu corpo, fico toda arrepiada, mas quente e desejosa por mais. Abracei-me a ti, - gosto dos teus abraços desde o primeiro dia, sinto-me protegida entre os teus braços, sinto o calor do teu corpo a aquecer o meu, sinto tudo aquilo que nos mantém assim, sempre, desejosos de estar um com o outro.
- Preciso destes teus beijos, não me fujas – pedi-te eu.
Colocaste-me o dedo nos lábios de forma a não dizer mais nada, afastas-te um pouco e começaste a admirar-me enquanto me passavas a mão pelos cabelos e me afastavas algumas madeixas do rosto - gosto destes momentos tão nossos. - Voltamos a nos beijar, sentir como me abraçavas e roçavas o teu corpo no meu deixou-me excitada. Abriste a porta de trás do carro e deste-me sinal para entrar, entrei e logo atrás tu, debruçaste-te para a frente e fechaste o carro, rapidamente vieste de encontro a mim, que esperava-te sorrindo.
Beijamo-nos intensamente, nossos desejos começaram a invadir-nos, senti as tuas mãos famintas devorarem o meu corpo.
Num ápice, comecei a desapertar-te a camisa, para poder sentir o teu peito nu; tirei-te a camisa, sempre a nos beijarmos. As tuas mãos puxavam-me o vestido para cima, começavam a arranhar-me, suavemente, as coxas - o que tu bem sabes que me deixa bem excitada. - Já te desapertava as calças quando paramos de nos beijar de forma a me auxiliares a ficarem desapertadas para poder agarrar no teu desejo por mim; estava duro, quente e húmido, que louco desejo e tesão; olhei-te de forma provocadora – algo só nosso – sorri-te e baixei-me. Levei a minha língua até àquela humidade que me esperava e desejava ser sugada, hummm, como era bom sentir o teu calor na minha boca, encostas-te no acento de forma a me deixares, lamber, sugar, enfim, devorar o teu desejo por mim.
As tuas mãos já me afastavam o boxer, indo de encontro ao meu calor e humidade – como fico molhada de excitação – senti os teus dedos suavemente me penetrarem, soltei um gemido de satisfação, por te ter ali a satisfazermos mais uma loucura.
Parei um pouco de lamber e olhei-te, agarraste-me os cabelos para teres uma visão do meu rosto e sorriste-me, fechaste os olhos e encostaste a cabeça; voltei a dedicar-me ao teu desejo, que estava muito apetecível. Os teus dedos continuavam a estar dentro de mim e a deixar-me ainda mais excitada, abri ainda mais as pernas, com a outra mão baixaste-me o vestido, desapertaste-me o soutien e agarraste os meus seios, massajando-os, os meus mamilos ficaram tesos de desejo; abocanhei ainda mais o teu desejo, hum…
Após alguns minutos de te ter dentro da minha boca, de tu me massajares o desejo e os seios, dizes:
- Quero-te dentro de mim.
Parei de te lamber e sorri:
- Eu também quero ter-te dentro de mim e vibrar em ti.
Sentas-te de forma a eu poder colocar-me em ti, lancei uma perna para o outro lado, levei a minha mão ao teu desejo, para o encaminhar para dentro de mim, fui-me sentando no teu colo e metendo-te dentro de mim; massajavas-me os seios e suavemente me trincavas os mamilos, hummm… Quando te tive completamente dentro de mim, tirei a mão e coloquei-as no acento, para ajudar-me no momento que se seguia.
Fechei os olhos e comecei a cavalgar no teu colo, sentia-te tocar-me bem no fundo, isso deixava-me ainda mais molhada, tua boca nos meus seios, faziam com que ficasse ainda mais louca e a desejar mais e mais, cavalgava que nem uma louca, queria sentir-te bater bem no fundo. Beijei-te, precisava de sentir paixão naquele momento, precisava de sentir que o desejo era dos dois, que as loucuras são nossas, que o que nos mantém juntos é sermos apaixonado pelos momentos partilhados a dois; sabias que era isso que buscava por isso deste-me.
Sei que nesse dia a excitação era tanta que o tempo de cavalgar em ti e sentir-te bater bem no fundo foi pouco, pois ambos sentimos necessidade de expulsar a nossa excitação rapidamente. Olhamo-nos nos olhos e ambos estávamos preparados para aquele momento; o que nos fez parar o carro num parque de estacionamento, iluminado pela lua e com o som do uivar de um cão qualquer daquelas casas mesmo ao lado e na rua de cima o trânsito ainda lento, como é habitual naquela hora do dia; continuei a cavalgar, colocaste-me as mãos nas ancas e ajudavas-me nos movimentos para cima e para baixo, levei a minha mão á boca humedeci a palma e posteriormente levei até aos teus amiguinhos redondos, massajei-os; ambos fechamos os olhos e partimos para aquele momento em que o vulcão lança a sua lava, em que o tsunami invade as praias, em que o sol e a lua se juntam formando um eclipse, estávamos a ser um só, estávamos a ter um orgasmo, sentia-me ficar toda molhada e sentir o teu suco bater bem no fundo; estremeci de uma forma louca… hummm…
No final olhamo-nos, beijamo-nos e ficamos abraçados durante uns minutos, cada qual com os seus pensamentos, mas a relaxar daquele louco momento. Saí do teu colo, limpei-nos e começamos a nos arranjar.
Depois de prontos, olhamo-nos uma vez mais e sorrimos.
- Gata, gostei muito de conversar contigo, este final de tarde, espero que haja mais conversas deste tipo.
- Claro que sim, sempre que quiseres podemos conversar. - Sorri-te e levei um dedo à boca mordendo-o de forma a provocar.
Beijaste-me levemente os lábios e saíste do carro, deste-me a mão para me ajudar a também sair.
Ficamos de frente um ao outro, olhávamos bem no fundo enquanto sorriamos; um novo beijo foi dado. Caminhaste em direcção ao teu carro, abriste-o, atiraste-me um beijo e entraste. Fechei a porta traseira, abri a da frente, acenei-te e atirei-te um beijo, que respondeste piscando o olho, entrei para o carro e segui com um sorriso nos lábios e já relaxada o suficiente, para que assim que entrasse em casa, tomaria um banho, comia algo e iria dormir de imediato com o cansaço daquele final de tarde.
27.10.2010
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