sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mulher / Bruxa


A mulher sonha,

A bruxa faz o sonho acontecer,

A mulher mentaliza,

A bruxa a transforma em realidade,

A mulher desperdiça tempo,

A bruxa recicla,

A mulher vive em busca de Deus,

A bruxa vive sua natureza Divina,

A mulher se vale de autoridade,

A bruxa de malicia,

A mulher destrói sentimentos,

A bruxa faz renascer,

A mulher cria,

A bruxa transforma,

A mulher conquista um homem,

A bruxa encanta e seduz,

A mulher faz o homem ter um momento de prazer,

A bruxa manipula seus sentidos,

A mulher possui o corpo de um homem,

A Bruxa a alma,

A mulher faz um homem se apaixonar,

A bruxa o enlouquece de desejo,

A mulher pode ter vários homens,

Ah! mas só a bruxa os possui!

A mulher é capaz de matar por um grande amor,

Mas só a bruxa é capaz de morrer por ele?

(um poema dedicado meu amigo, virtual, Carvalho, 07.10.2010)

Adoro...

Adoro a forma como…

Entraste em mim;

Adoro a forma como…

Permaneces em mim;

Adoro a forma como…

Me enfeitiças;

Adoro a forma como…

Me atiças;

Adoro a forma como…

Me provocas;

Adoro a forma como…

Como me enfureces;

Adoro a forma como…

Te ausentas de mim;

Adoro a forma como…

Escreves cada mensagem;

Adoro a forma como…

Falas ao meu ouvido;

Adoro a forma como…

Agarras em mim;

Adoro a forma como…

Me beijas cada recanto do corpo;

Adoro a forma como…

Me fazes tua;

Adoro a forma como…

Sou tua.

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06-10-2010 - Anubis

Anubis,

Queria a tua presença na minha vida sentimental, que me matasses este sentimento...


Este sentimento que apareceu sem que eu percebesse, que cresceu sem que eu estivesse atenta, que criou raízes profundas...

Tomei consciência da existência dele e isso deixou-me de rastos sem vontade para nada a não ser extermina-lo, mas após uma conversa, com o dono desse sentimento, deixei que continuasse em mim. Fez com que sorrisos aparecessem, vontades e desejos, mas pior ilusões...

No fim de semana essas ilusões foram arrancadas, sendo que deixaram marcas em mim, profundas, dolorosas...

Esperava que ao desaparecerem ilusões este sentimento acabasse por ir murchando, mas a verdade é que se tornou mais forte, mais intenso, mais poderoso, mais desvastador... e agora eu penso... Da próxima vez eu não voltarei a iludir-me, mas a verdade é que... continuo iludida... em sofrimento... mas adoro a forma com que este sentimento toma posse de mim...

Confuso não?

Por isso precisava que o Deus da Morte entrasse em mim e matasse este sentimento.

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29.09.2010 - II

Já te pedi que me prendas,

Já te pedi que me faças tua,

Já te pedi que me dês prazer,

Já te pedi tudo isso e agora quero muito mais.

Mais que uma prisão, um prazer ou desejo…

Quero seguir o caminho para o teu coração

Quero entrar nele e nele permanecer.

Não te vou pedir que te apaixones,

Não te vou pedir que me ames…

Apenas, quero que gostes de mim,

Quero que me desejes…

Que me possuas…

Por isso te peço, olha-me, sorri-me e gosta de mim;

Porque eu olho-te, sorrio-te e apaixono-me a cada olhar teu…

Não penses que quero que te apaixones

Não pense que quero ser tua para sempre;

Não penses que quero o impossível.

O que eu quero é esta paixão em mim e sorrir por te ter aqui.

Olha para mim e deixa que te diga:

Estou apaixonada por ti.

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29.09.2010 - I

Estive ausente da minha escrita porque a vida tem destas coisas, falta de tempo e de inspiração. A minha inspiração foi sempre dos sentimentos de loucura, desejo e paixão, neste momento, não é que não existam em mim, mas estão “calmos” derivado à mencionada falta de tempo e por uns acontecimentos ocorridos às uns dias atrás; algo que nunca me havia acontecido.

Num dia normal, como tantos outros, no final da tarde tive um desequilíbrio emocional e sentimental, algo que não esperava que me acontecesse, principalmente por ser a primeira vez. Hoje parece-me que nesse dia sofri da doença bipolar, ou seja, estava a sorrir e de um momento para o outro, só porque não me foi satisfeito um “capricho”, entrei num estado de desequilíbrio que só por ler uma mensagem mergulhei em tristeza e choro; chorei como já não me lembrava fazê-lo, parecia uma criança.

Segurava o telemóvel, incrédula com a mensagem, o cotovelo apoiado no volante e a mão a segurar a cabeça, as lágrimas a encharcarem o rosto. Fechei os olhos e desejei desaparecer, não existir; atirei com o telemóvel para o banco do passageiro; baixei a cabeça, ficando apoiada no volante, chorei durante alguns minutos, soltando alguns gemidos de sofrimento; entre lágrimas e soluços perguntei-me várias vezes “Porquê? Porque tudo tem de ser assim?”, como é evidente não obtive qualquer resposta. Acalmei um pouco e resolvi ir para casa, pois sentia-me mais calma, com os pensamentos pendurados, sendo que esperava que não viesse nenhum vento forte para fazê-los esvoaçar.

Liguei o carro e iniciei a minha viagem, até que sem contar apareceu uma ventania nos pensamentos, ao recepcionar uma mensagem em que me dizia “será isso mimo?”; foi a gota de água para transbordar o copo. Senti uma fúria a invadir-me, a cabeça quase explodia, queria mandar passear todas as pessoas, ou desaparecer… Como estava numa auto-estrada não podia enviar resposta à mensagem recepcionada. Sem me aperceber comecei a acelerar, a conduzir que nem uma louca, furiosa com ele, por me ter enviado aquela mensagem, mas muito mais comigo própria por permitir que me fizessem sentir assim.

Rapidamente cheguei a uma estação de serviço onde parei o carro. Respirei fundo, e enviei uma mensagem à minha amiga, uma forma de pedir auxílio, sem que ela percebesse o real sentido; não obtive resposta rapidamente, como desejava, sabia que não poderia responder-me, mas eu queria receber resposta, precisava de ler algo escrito por ela, enviei mais uma e logo a seguir outra e mais outra… expulsei parte da fúria naquelas mensagens.

Quando me senti mais calma resolvi dar resposta à mensagem que me tinha deixado naquele estado; enquanto a escrevia recebi o telefonema dele, aquele que uns minutos antes tinha dito que eu estava com mimo. Não atendi, não queria atender e ouvir a voz dele, estava com receio daquilo que lhe podia dizer sem pensar nas consequências. O telemóvel continuava a tocar e eu sem conseguir terminar de escrever a mensagem, voltei a respirar fundo, fechei os olhos e atendi… Ao ouvir a sua voz, as lágrimas soltaram-se, rolaram pelo meu rosto e cairam sobre as pernas, humedecendo a saia que vestia; tentei esconder que chorava mas ele percebeu de imediato. Perguntou-me se estava a chorar e eu tive de lhe mentir, disse-lhe que não, que era impressão dele; não me pareceu muito convencido, mas respeitou aquele meu momento, pediu-me para lhe contar o que se passava, disse-lhe para esquecer o assunto e que precisava de uns minutos para falarmos pessoalmente, anuiu, terminamos a conversa nesse momento desejando bom fim de semana. Desliguei o telemóvel e dei alguns murros no volante, sim fui bruta; levei as mãos à cabeça e sentia como se fosse explodir; gritei “Porquê? A mim? Porquê?”; as lágrimas continuavam a soltar-se, não conseguia controlar, não sabia o que fazer, e só desejava desaparecer.

Apesar de já ter falado com ele, acabei de escrever a mensagem “Pode haver mimo pelo meio é verdade, a culpa é minha, eu não deveria ter permitido este sentimento ter entrado em mim e também não deveria ter-te contado a existência do mesmo.”. Ao terminar li-a várias vezes a pensar se deveria ou não enviar, mas após alguns momentos de reflexão, fiz enviar. Avisei a minha amiga de que tinha de desaparecer, por isso que iria desligar o telemóvel assim que recebi uma mensagem dela a aceitar a minha decisão, ainda que preocupada e interessada em saber os verdadeiros motivos, desliguei o telemóvel.

Quando cheguei a casa, tomei um banho, comi algo, não me recordo agora o que foi em concreto e tomei um calmante; assim que me deitei fechei os olhos e adormeci, pelo cansaço, por me arderem os olhos e o calmante também deve ter ajudado, só acordei no dia seguinte. Despertei e fiquei deitada a olhar o infinito, a tentar encontrar-me, pois não conseguia perceber o que tinha acontecido no dia anterior, como não encontrei qualquer resposta às minha dúvidas, levantei-me, preparei-me e fui para o ginásio, de onde só saí quando já não tinha mais forças, aquele desgaste foi uma forma que arranjei para afastar os pensamentos… Sentir a água cair pelo meu corpo para limpar aquele suor, que tinha humedecido as minhas roupas, fez-me sentir mais solta e pensei que era bom sentir-me leve e viva. Ao regressas a casa, liguei o telemóvel e tinha mensagens de preocupação da minha amiga e dele; respondi de imediato às mensagens, inclusive à dele. Para continuar a sentir-me mais solta e leve, fui fazer uma das coisas que mais gosto, fui às compras.

Ainda que tivesse alguma tristeza em mim, estava mais tranquila, leve e solta. O pensamento que mais me invadia é que tinha de aprender com toda a situação e que deveria manter-me no meu canto e esperar, porque também há necessidade de aprender a ser paciente.

Com o decorrer do dia, uma vontade cresceu em mim, uma louca vontade de lhe enviar uma mensagem, não controlei e enviei; mas “pior” depois disso, foi a vontade de ouvir a sua voz, liguei-lhe sem pestanejar e quando ouvi a sua voz percebi que ele é a minha paixão.

Passados alguns dias, hoje, 29 de Setembro, sinto-me nova, com nova atitude para a paixão e para com ele; não quero mais ter o desequilíbrio que tive, por isso quero voltar a sorrir, a desejar que ele me dê prazer; continuará a ser a minha paixão, o templo do meu desejo, a prisão do meu sentimento.

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