segunda-feira, 7 de junho de 2010

Devora-me



Devora-me, como devoraste a minha atenção

Devora-me, como devoraste o meu carinho

Devora-me, como devoraste o meu olhar

Devora-me, como devoraste o meu abraço

Devora-me, como devoraste o meu toque

Devora-me como devoraste os meus beijos

Devora-me, como devoraste cada supiro

Devora-me, como devoraste cada gemido

Devora-me…

Devora-me, como devoraste os meus sentimentos

Devora-me como devoraste a minha amizade

Devora-me, como devoraste o meu desejo

Devora-me, como devoraste a minha loucura

Devora-me, como devoraste a minha aventura

Devora-me, como devoraste a minha Paixão

Devora-me

Devora-me o corpo

Que arde em ti…



.

Ai de mim...

Mais uma palavras do meu amigo Duarte.

"Ai de mim...que ando numa ansiedade terrível!
Não sei como é isto que sinto, parece-me que o desassossego
se entranhou em todos os meus poros, e que com o calor do verão,
se liberta à medida que respiro.
Ando de um lado para o outro e tudo me parece enfadonho e geométrico,
fechado e asfixiante.
Até tu me pareces igual em todas as horas do dia e da noite.
Até tu me segredas os mesmos delírios noite após noite.
E sabes bem que assim os enjoo e os hostilizo.
Sabes bem que preciso de precipícios e tonteiras.
Sabes que nada me parece demasiado violento ou chocante.
Sabes???
Não sei se sabes...
talvez não tenhas a verdadeira noção da essência que me preenche.
É possível que não leves a sério as minhas fantasias e pedidos...
e assim já não me apetece jogar!
Mostro-te as regras, coordeno o jogo, e tu não tentas entender o que pretendo.
E é tão fácil!!!
Só pretendo não me cansar!...
Só isto!!!
Só não quero fazer as mesmas coisas,
repetir o mesmo comportamento constantemente,
ter o mesmo tipo de sensação repetida e constantemente.
Quero muito, ser o mais louco dos loucos.
Preciso urgentemente de alguma insanidade,
porque dá-me estabilidade.
Não me condenes!
Respeita a minha forma de ver as coisas,
e proporciona-me o que vai manter-nos vivos.
Tira-me esta ansiedade...põe-me à beira do precipício,
atira-me cautelosamente contra o limite,
e verás que seremos mais felizes!
Não me ames de mansinho...como quem não tenciona ser visto!
Arrasta-me para ti com violência, destroi o que estiver à nossa volta,
aperta o que sentimos até a sofreguidão ser inexplicável,
e verás que o meu olhar deixará de ser triste
e o meu sorriso será de novo...
Matreiro!
Aceitas???


03.06.2010"