Nas 2 últimas semanas o tema cumplicadade tem invadido muitos dos meus pensamentos, mas com mais intensidade desde há uns 6 dias para cá... O que devemos entender por cumplicidade?
Numa pesquisa ao dicionário o resultado é:
1. Qualidade de cúmplice.
2. Conivência.
3. Inteligência.
Numa outra pesquisa a alguns sites da net, encontro vária definições, vou colocar aqui algumas que me chamaram a atenção:
"(...) é uma sintonia, uma química entre as duas pessoas, são ações compartilhadas pelos dois que ficam só entre os dois. Um apoio de um ao outro em todos os sentidos. (...)"
"(...) é pensar igual em todos os momentos e nunca contradizer o ser amado.(...)"
"(...) ahh, não sei explicar direito em palavras! Mas imagine assim: em vez de duas pessoas olhando uma para a cara da outra; são duas pessoas andando lado a lado, lutando juntas pelos seus objectivos!(...)"
"(...) se a cumplicidade for associada à ideia de naturalidade, na medida em que se torna uma relação espontânea, então estamos a falar da verdadeira alma una... aquela que de duas se tornou numa apenas...(...)"
Nesta última frase, também tenho pensado muito, de outra forma mas o sentido é o mesmo, e penso que a cumplicidade completa, entre duas pessoas, é harmonia em palavras ditas ou escritas, pensamentos iguais, desejos e sentimentos idênticos, se não, mesmo, únicos...
Penso e penso, até que... mas para quê pensar na cumplicidade e naquilo que ela faz e traz consigo?
Será que com tanto pensamento não farei que desapareçam alguns agradáveis impulsos, em cumplicidade?
Ontem ao iniciar a leitura de um livro, clik... aconteceu... li algo que me fez sorrir, aquilo que me transmitiu algo que não tinha sequer pensado, aquilo que tanta pesquisa fiz e meus pensamentos invadiu, palavras da autria de Miguel Sousa Tavares:
"(...) Foi um processo longo e difícil, como sempre o são as aproximações entre duas pessoas habituadas a estarem sozinhas.
Primeiro parece fácil, é o coração que arrasta a cabeça, a vontade de ser feliz que cala as dúvidas e os medos.
Mas depois é a cabeça que trava o coração, as pequenas coisas que parecem derrotar as grandes, um sufoco inexplicável que parece instalar-se onde dantes estava a intimidade.
É preciso saber passar tudo isso e conseguir chegar mais além, onde a cumplicidade - de tudo, o mais difiícil de atingir - os torna verdadeiramente amantes(...)"
Isto é a inteira cumplicidade que eu tanto buscava,... eu tenho essa cumplicidade...
Será que estive sozinha, ainda que acompanhada, e nunca me tinha apercebido o quanto estava só?
Realmente o coração mandou em muitos dos meus actos, aqueles actos que eu tanto chamo por impulsos, e que me levaram, e levam, a ter momentos tão únicos e intensos.
A cabeça trava, sim com estes pensamentos, a verdade é que, às vezes quero ser mais racional e não caminhar em solo que não conheço, mas... e será que eu quero deixar de caminhar neste solo??? Não, não quero... quero continuar a dar estes passos firmes, nem que seja em areia movediça, porque a verdade é que continuo a seguir o caminho por onde me leva o coração.
Ando sufocada, mas com todo este reboliço de sentimentos que nunca antes sentido, e com estas saudades que tanto doem. Uma vez me disseram que, amar faz doer, na altura brinquei com a situação, mas não será bem real essa frase??? Sim, é, doí tanto estar longe da pessoa com a qual temos a total cumplicidade...
Estarei eu a caminhar, o tal caminho do coração, para o caminho do verdadeiro amante, alma gêmea, alma una???
