
Ontem escrevi sobre a paixão, hoje vou escrever sobre do amor, os tais sentimentos que me têm deixado meia zonza, quase que se sentido, apenas a seguir o tal caminho, onde me leva o coração.
"A palavra amor pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atracção, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objecto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação." - por ti tenho este amor de inclinação, atracção, apetite... hum... desse é melhor nem fazer comentários, quero-te bem, quero que sempre estejas bem contigo e ao teu redor tudo seja bom para te sentires bem, de forma a ver-te sorrir, desejar-te mais e mais a cada minuto, segundo, que passa, e o líbido, esse anda totalmente nos limites....
"Amor platônico é uma expressão usada para designar um amor ideal, alheio a interesses ou gozos. Um sentido popular pode ser o de um amor impossível de se realizar, um amor perfeito, ideal, puro, casto." - se isto é amar, então este é o amor ideal que tenho por ti, palavras para quê? quando os gestos, os sorrisos e os olhares são todos direccionados a ti e com um enorme brilho e esplendor.
"O amor, para ocorrer, não importando os níveis: se social, afectivo, paternal ou maternal, fraternal - que é o amor entre irmãos e companheiros - deve obrigatoriamente ser permitido. O que significa ser amor permitido? Bem, de facto quase nunca se pensa sobre isso porque passa tão despercebido que atribui-se a um comportamento natural do ser humano. Mas não, a permissão aqui referida toma-se por base um sentimento de reciprocidade capaz de dar início e alargar as relações de afectividade entre duas ou mais pessoas que estão em contato e que por ventura vêm a nutrir um sentimento de afeição ou amor entre si." - o amor que tenho por ti é permitido, tu autorizas-me a amar-te, quando me deixaste caminhar lentamente em tua direcção, quando me deixaste conhecer-te por dentro e por fora, quando me deixaste abrir um espaço, só meu, dentro do teu coração... foste tu que permitiste que te amasse desta forma.
"Porque me amas? Porque permitiste? Essa frase remete ao mais simples mecanismo de reciprocidade e lealdade, se um pergunta ao outro a razão de seu sentimento de amor em direcção a ele, a resposta só poderia ser essa. A razão do sentimento de amor em direcção à outra pessoa recaí na própria pessoa amada, que em seus gestos, palavras, pensamentos e acções conferiu permissão a que a outra pessoa o dedicasse aquele sentimento de amor." - como podes verificar, para quê perguntar-me a mim mesma ou até mesmo a ti, porque é que te amo, ou porque é que tu me amas?, a verdade é que ambos demos liberdade total um ao outro para nos amarmos, e é recíproco, não é verdade? Então para que estava eu, ontem, com aquelas observações, estúpidas, relativamente aos teus sentimentos? sempre fomos sinceros um com o outro, nunca tive nada para me fazer dúvidar das tuas palavras, assim como tu não duvidas das minhas, então, eu amo-te, porque tu permitiste que eu te amasse da forma que amo.
"Todos carecem de amor e querem reconhecer esse sentimento em si e nos outros, não importando idade ou sexo. O amor é vital para nossas vidas como o ar, e é notoriamente reconhecido que sem amor a criatura não sobrevive conquanto o amor equilibra e traz a paz de espírito quando é necessário." - eu encontrei esse amor em ti, desde o primeiro abraço que demos, recordaste das minhas palavras? - teu abraço traz-me paz e harmonia - esse teu abraço já trazia o amor até mim, e quero continuar a sentir esse abraço, que me traz aquilo que mais necessito, o teu amor.
E volto a terminar como ontem, se quero amar-te então devo dizer, sim, quero amar-te em vez de estar apaixonada por ti.
Se bem que quero caminhar a teu lado, com a paixão e o amor como sendo os nossos companheiros neste caminho...

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