quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Carta ao Pai Natal

Uma vez que andamos em altura de escrever a carta com as prendinhas a pedir ao Pai Natal, sendo que por estes lados, também é usual termos uma, resolvi fazer a minha.

“Querido Pai Natal,

Como é do teu conhecimento não vale a pena escrever que fui boa menina, porque tu bem sabes que de menina nada tenho, pois o meu corpo é de mulher e a forma como vivo a vida o demonstra. Ok, ok, as formas do meu corpo “cheiinho” também demonstram que já sou bem graúda, mas adiante e reformulando o inicio da carta.
(…) Fui uma boa mulher, em todos os aspectos; não fiz mal a ninguém, aliás só faço bem, quando me dão oportunidade; todos os meus feitiços são bons, tu sabes que sim, quem está enfeitiçado por mim tem um sorriso de orelha a orelha… - ups, já sei não devo divagar, continuando - …e tantas outras coisas que poderia escrever para ter direito aos presentes que abaixo seguem:
 Uma bola de cristal, porque a que tenho está a ficar fosca, quando tento olhar para algo relacionado comigo é só nevoeiro que vejo;
 Um cheque prenda numa loja de “nails”, pois tenho de afiar as garras, estão gastas e não têm deixado marcas;
 Um, outro, cheque prenda de um bom cabeleireiro, em que seja um homem a tratar do meu cabelo, pois quero sentir as suas mãos a tentarem invadir os meus pensamentos;
 Outro cheque prenda de um spa, quero ser massajada por uma mulher, quero que me deixe relaxada mas em brasa,…
 Um gato que saiba fazer ronron comigo;
 Um feiticeiro que consiga concretizar os meus desejos e sonhos mais escondidos;
 Um homem, que me saiba tocar sentimentalmente;
 Um homem que me dê prazer
Por fim, deixa-me no sapatinho um papel a dizer:
“MulherGataeBruxa, tem juízo, que prendinhas só para as criancinhas”

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