Não sei o que é, nem mesmo o que vai ser… Sei, apenas, que sinto uma dor dentro de mim, dor essa que faz com que chore de um forma descontrolada, que nem um bebé que queremos ajudar a suster as lágrimas mas não sabendo como.
Não sei o que se passou, passa ou passará, sei, apenas, que os nossos olhares se cruzaram vezes sem conta, mas, confesso, que não consegui interpretar aquilo que os teus olhos podiam dizer-me.
Escrevo estas palavras como forma de tentar perceber-me e de forma a expulsar esta dor, mas a verdade é que a dor permanece, as lágrimas deslizam, as palavras são escritas, mas o alívio não aparece.
Confesso que tenho medo, medo do significado do teu olhar que não interpretei, medo que estes momentos de rainha não se repitam, tenho medo… - E se o teu olhar se despedia do meu? – Não aguento… Não sei o que se passa ou como vão ser as coisas de hoje em diante.
Preciso de ti!
Preciso do teu beijo, com aquele sabor só teu;
Preciso do teu sorriso, tão belo;
Preciso do cheiro da tua pele, tão teu;
Preciso do teu olhar, tão meigo;
Preciso da força do teu abraço, tão reconfortante;
Preciso de ouvir o teu “amo-te”, de uma forma tão profunda;
Preciso de ti…!
Não sei o que se passa, sei, apenas, que em 10 anos nunca tinha sentido igual.
Tenho medo que desapareças da minha vida…
Tenho medo de me afogar nas lágrimas da tua distância…
Tenho medo de ouvir-te dizer “acabou”…
Tenho medo de olhar vezes sem conta para o telemóvel e este não tocar ou recepcionar qualquer mensagem…
Tenho medo de abrir o mail e não ter notícias tuas…
Tenho medo de abrir o teu perfil e sentir receio que qualquer uma das tuas amigas te afaste de mim…
Tenho medo…
Sei que tempos houve, no passado tão perto mas tão longínquo, que estivemos muito tempo sem ter notícias um do outro e de formar surpreendente recepcionava um email em que a frase inicial era: “olá paixão (…)”, mas hoje, depois de olhar-te no olhos e não interpretar o que me diziam, tenho medo que não aconteça algo idêntico ao passado, que deixes de dar notícias e que um dia qualquer eu não receba o tal email: “olá paixão (…)”…
Continuo a escrever a dor intensificasse e as lágrimas não cessam…
Amor, preciso de ti…
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