quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mágoa

Ontem a minha amiga perguntou-me o que é que teria de acontecer, relativamente à conversa que estávamos a ter, para que eu me sentisse magoada, respondi de imediato que não tinha pensado nisso. Ainda não tinha pensado nisso porque não tinha sentido necessidade de o fazer mas, após aquela pergunta, a necessidade apareceu sem que pudesse ser estudada, naqueles momentos, porque o cansaço fez-me adormecer antes de deixar fluir os meus pensamentos.

Hoje acordei, bem-disposta, como geralmente acontece, no meu pensamento não existia a vontade de pensar na mágoa que poderia sentir por duas pessoas que me dizem muito hoje em dia; não existia porque estava adormecida.

Vim trabalhar, animada, troquei algumas mensagens com ela, sem dar importância à conversa que tínhamos tido na noite anterior; como estava a trabalhar ausentei-me do gabinete e quando regressei tinha uma chamada não atendida, retribuí o telefonema e… acontece o que não tinha previsto, o rumo da conversa despertou a vontade de reflectir sobre a mágoa, essa vontade aumentou ao perceber que a minha amiga tinha algo de “diferente” algo que… até agora não consigo explicar esse diferente que senti.

Fui pesquisar na internet a palavra mágoa, estas pesquisas, por veze,s ajudam-me imenso, faz com que os pensamentos tenham melhor fluidez, encontrei algumas coisas, entre elas estas que abaixo seguem:

Mágoa

1. Efeito de magoar;

2. Mancha ou nódoa resultante de contusão;

3. Fig. Tristeza; desgosto; dor de alma; amargura;

4. Pêsame; condolência;

A palavra, que tem origem no latim macula, representa um sentimento de desgosto, pesar, sensação de amargura, tristeza, ressentimento.

É um descontentamento que, embora frequentemente brando, pode deixar resquícios que podem durar um bom tempo. Por vezes é possível percebê-lo no semblante, nas palavras e nos gestos de uma pessoa.

Esta questão e a pesquisa resultaram no que sempre me acontece, fluidez…

Se calhar os actos que tomei vão denunciar-me, mas não é por mágoa a eles que os tomei é por precaução.

Está a crescer um sentimento, dentro do meu pequeno coração, que eu não quero sentir, não estava planeado, não posso, esse não… Isto faz com o meu ser esteja magoado mas comigo própria; - porque fui eu permitir que um sentimento destes me invadisse? – eu não o quero, não estava planeado, não podia acontecer… Está a acontecer agora tenho de o eliminar.

Como? Não sei, mas o primeiro passo, é ausentar-me, não totalmente porque também preciso de sentir a sua presença, mas e se essa presença desenvolve ainda mais o sentimento?

Droga, não quero isto, não pode acontecer… estou a ficar histérica, apetece-me gritar, chorar, rir, fugir…

Prometi a mim mesmo que não ia permitir passar por aquilo que já passei, sofrer por quem não me soube dar o valor, agora é amigo do peito, mas fez-me derramar muitas lágrimas e eu não queria voltar a passar algo idêntico. Não é não queria, é NÃO QUERO.

Não quero

O prazer visita-nos muitas vezes; mas a mágoa agarra-se cruelmente a nós.

O prazer visitou-me várias vezes, que prazer… mas um sentimento começou a crescer…

Agora a mágoa, por mim própria, agarrou-se, porquê um sentimento?

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